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quarta-feira, 1 de abril de 2026

02 de Abril, Dia Mundial da Conscientização do Autismo. As Incertezas, o diagnóstico e a luta diária que Mães Átipicas travam com o TEA.

TEA- Transtorno do Espectro do Autismo, Estigmas e Preconceitos que tentam  minizar  uma condição a uma ausência de educação.



02 de Abril é lembrado como o dia mundial de conscientização do Autismo, a data foi definida pela Organização das Nações Unidas no ano de 2007 com a proposta de promover a conscientização da população ao redor do mundo sobre o TEA( Transtornos do Espectro do Autismo) sendo esse dia destinado a  levantar debates para a promoção da inclusão e o combate ao preconceito e estigmas criados para minizar o autismo como uma questão comportamental e de doença. 

As Incertezas;

Quando uma família se depara com situações que elas não sabem explicar diante de determinados comportamentos de seus filhos, muitos optam pelo sentimento de negação acreditando que é uma fase, que em breve tudo vai passar, posteriormente o quadro se agrava e quando não há mais o que fazer, começa-se percorrer um longo caminho até o diagnóstico.

O Diagnóstico:

Sinais precoces do autismo podem ser notados já em alguns bebês no primeiro ano de vida. Outras crianças com autismo podem apresentar um período de desenvolvimento considerado típico e, por volta dos 2 anos, apresentar regressão em habilidades sociais e de comportamento. A maioria das crianças com autismo pode ser identificada a partir dos 18 a 24 meses, quando os marcos sociais e de comunicação ficam mais evidentes. Entre os sinais que merecem atenção, estão:

  • Dificuldade para interagir, manter contato visual ou se expressar por gestos e expressões faciais;
  • Dificuldade para demonstrar ou compartilhar emoções;
  • Tendência ao isolamento social;
  • Falta de resposta consistente ao próprio nome;
  • Pouca atenção compartilhada com cuidadores sobre objetos, interesses;
  • Atraso na fala ou perda das palavras já adquiridas;
  • Uso repetitivo da linguagem (ecolalia) e dificuldade para iniciar ou manter trocas sociais, sorrisos;
  • Apego excessivo a rotinas e interesses restritos;
  • Movimentos repetitivos (estereotipias), como balançar o corpo, bater as mãos ou girar objetos;
  • Interesse intenso em temas ou atividades específicas (hiperfoco);
  • Seletividade alimentar, com recusa de certos alimentos ou preferência por determinadas texturas e marcas;
  • Alterações sensoriais, como hipersensibilidade a sons, luzes, texturas e cheiros;
  • Pouca busca por conforto nos cuidadores quando está triste ou assustada.

Para o diagnóstico, não é necessário que todos esses sinais estejam presentes, e eles podem variar em intensidade e apresentação entre indivíduos. Somente profissionais de saúde especializados podem diagnosticar o TEA e indicar as intervenções para cada caso. É essencial que tanto o diagnóstico como a intervenção sejam pautados em práticas baseadas em evidências científicas.

No Pós diagnóstico é preciso entender a importância do Acompanhamento e das  terapias para o desenvolvimento e autonomia de crianças e adolescentes autistas, possibilitando a estes uma qualidade de vida saudável. 

O dia a dia de uma pessoa com TEA, seja ela criança, adolescente ou adulta normalmente é cheio de obstáculos, especialmente quando alguns apresentam em sua condição mais cuidado por parte do outro, para que eles possam construir uma rotina saudável e funcional.

Se para os autistas as dificuldades surgem no dia a dia, para as famílias essas adversidades se manifestam de forma ainda mais complexa, principalmente para a mães que acompanham todo o processo e muitas vezes se doam de forma intensa e incondicional, onde muitas abrem mão de profissão, de sonhos, de uma vida para garantir que seus filhos vivam de forma confortável com o TEA.

PROJETO RIR, DE ENCONTROS PARA UM CAFÉ A UM ABRAÇO CHEIO DE ACOLHIMENTO E AMOR EM MÃES ATÍPICAS.

Associação Rir

O projeto RIR, nasceu do coração de uma mulher forte, guerreira e mãe atípica que resolveu transformar suas dores, suas dificuldades e suas lutas em um grande abraço coletivo em outras mães, a fim de proporcionar para dezenas de mulheres que lidam com a maternidade atípica um dia de auto cuidado, amor, acolhimento e uma escuta especializada, onde muitas derramam pelos olhos o sentimento de gratidão por terem a oportunidade de serem cuidadas, ouvidas e enlaçadas por abraços demorados que  mesmo no silêncio é possível ouvir o coração dessas mães se abrirem para entender o tamanho de sua importância e de sua missão como mãe atípica.  

Sara Alves é o nome dessa mulher que disponibiliza um tempo de sua vida para abraçar outras mães no Café com Abraço, uma das ações do projeto rir que acontece anualmente para que muitas mães compartilhem entre si momentos de cuidados, carinho e compartilhamento de sua histórias. Sara é pedagoga e conseguiu reunir mulheres que assim como ela abraçaram a causa o projeto e histórias que resignificaram-se no processo da maternidade atípica, ensinando o valor de cada uma para seus filhos, suas famílias e especialmente para DEUS. 

No último domingo 29 de março aconteceu a 3ª edição do Café com Abraço, onde 30 mulheres, mães atípicas se reuniram para uma tarde emocionante sob os cuidados de uma equipe de outras mulheres que só tinham a missão de cuidar daquelas que no seu dia a dia esquecem de si para cuidar dos seus filhos e filhas.

Fonte;

https://autismoerealidade.org.br/o-que-e-o-autismo/



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